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BONDE DOS 13: Integrante do B13 acusado de homicídio, no Tribunal do Júri

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A Justiça Acreana pronunciou o réu Anacleto dos Santos Moreira ao julgamento pelo júri popular pela suposta prática dos crimes de corrupção de menores, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa (Bonde dos 13).

A decisão, do juiz de Direito Leandro Gross, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, ainda aguardando publicação no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), considerou que se encontram presentes, no caso, os pressupostos autorizadores do julgamento pelo Conselho de Sentença.

Também foi negado ao réu o direito de apelar em liberdade por se tratar de “pessoa extremamente perigosa, demonstrando com seu comportamento total desprezo pela vida humana”.

Entenda o caso

Conforme a representação do Ministério Público do Acre (MPAC), o acusado seria integrante da facção criminosa Bonde dos 13 e teria participado do homicídio, a golpes de terçado, de um menor filiado à organização rival Comando Velho.

O crime, de acordo com a denúncia, teria ocorrido no dia 2 de dezembro de 2016, no bairro Belo Jardim, em razão de uma suposta dívida não paga (drogas ilícitas), sendo que também teriam participado da ação um segundo menor (apreendido pela Justiça) e um quinto indivíduo (já falecido).

Ainda segundo o MPAC, a vítima teria sido atraída para a própria execução mediante a falsa promessa de que iria “consumir drogas” na residência do acusado. Após o crime, que teria sido registrado em vídeo pelo réu com o auxílio de um telefone celular, o cadáver da vítima foi desmembrado e enterrado em uma cova rasa cavada nas imediações do local.

Julgamento pelo Júri Popular

Após a análise da denúncia, o juiz de Direito Leandro Gross pronunciou o réu ao julgamento pelos membros do Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri considerando que se encontram presentes, nos autos, os pressupostos autorizadores da decisão.

Nesse sentido, o magistrado considerou que a materialidade (conjunto de provas materiais que permitem aferir a ocorrência de um crime) restou devidamente comprovada em relação a todos os delitos narrados na denúncia, havendo ainda, de maneira semelhante, “indícios suficientes de autoria”.

O titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri também entendeu que, em relação ao crime de homicídio, os jurados deverão analisar ainda as qualificadoras de meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, que, caso confirmadas, autorizarão a imposição de pena privativa de liberdade mais gravosa em desfavor do acusado, em hipótese de condenação.

Foi negado ainda ao réu o direito de apelar em liberdade uma vez que permanecem presentes os motivos da custódia preventiva (garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal), bem como por ser o acusado “pessoa extremamente perigosa, demonstrando com seu comportamento total desprezo pela vida humana”.

Ainda cabe recurso da decisão junto à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre. Por Gecom/TJAc.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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