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Bairros são tomados por facções que expulsam moradores

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Na semana passada, a cidade de Brasileia localizada na fronteira com a Bolívia, foi destaque na imprensa acreana após um aviso que fora pichado na entrada de dois bairros: Leonardo Barbosa e Samaúma.

Lá, os moradores e, principalmente visitantes, deveriam baixar os vidros dos carros ou levantar as viseiras dos capacetes, para sua segurança assinado por facções criminosas.

A ação das autoridades e Prefeitura foi rápida, que tratou de apagar a pichação no dia seguinte e realização de ações policiais diuturnamente para coibir esses grupos criminosos que tentam afrontar o Estado e o judiciário.

Apesar de terem apagado a pichação na entrada, outras existem espalhadas por dentro dos bairros, onde além alertam para entrada de ‘estranhos’, aconselham não praticarem roubos, sob pena de serem penalizados pelo que chamam de ‘tribunal do crime’.

Pensando que tudo teria se acalmado, um pai com seus dois filhos, menores de cinco anos, foram obrigados a fugir de sua casa sob ameaças de morte por parte de um grupo de criminoso. A ordem foi para sair imediatamente e ao sair às presas, teria esquecido os documentos. Ao retornar, só não teria sido molestado devido estar com um táxi lhe esperando.

O nome do homem e de familiares não será divulgado por medida de segurança. Este seria mais uma das vítimas de grupos de facções criminosas que vem crescendo na fronteira e disputam espaços pelas cidades.

Luta contra o crime

As forças policiais militar e civil da fronteira têm trabalhado em conjunto, unindo força no combate contra crimes nas mais diversas formas. Mas, arrombamentos, assaltos, furtos estão sendo uma constante na fronteira.

Desde início de 2018, a regional do Alto Acre (composta por quatro cidades) tinha apenas dois delegados atuando. Por quase oito meses depois, apenas um que é lotado em Xapuri, ficou com esse fardo.

Com o aumento das ações dos criminosos, mais um delegado foi enviado e está atuando por três municípios (Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil), enquanto outro assume Brasiléia em breve.

Outro fator que vem desmotivando os policiais seria as audiências de custodia e Leis retrógradas que beneficiam a soltura de criminosos, às vezes mesmo em flagrante delito são liberados e ainda desdenham da Lei.
Enquanto o Estado não olhar com mais rigor para a fronteira e tomar atitude mais rígida, mais famílias irão sofrer com a falta de ações perdendo seu teto para grupos criminosos.

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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre

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O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.

O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.



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