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Associação Comercial do Acre estima prejuízo de R$ 5 milhões após incêndio em lojas

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A Associação Comercial do Acre (Acisa) estima um prejuízo em torno dos R$ 5 milhões após o incêndio que atingiu oito lojas no Centro de Rio Branco, na noite desta quinta-feira (7). O fogo começou em uma loja e se espalhou para as demais, que ficam na Rua Benjamim Constant.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Acre, três batalhões se empenharam para apagar as chamas. O fogo foi controlado por volta das 21h20 desta quinta. Não houve feridos.

Em entrevista ao Jornal do Acre 1ª edição desta sexta-feira (8), o vice-diretor da Acisa, Silvio Oliveira, falou sobre os prejuízos e lamentou o ocorrido.

“Infelizmente, é um momento de muita tristeza para nossos colegas comerciantes, inclusive, estamos aqui para nos solidarizar com todos. Além dos prejuízos com estrutura e mercadoria, os empresários têm também o problema dos trabalhadores, dos seus funcionários que, a partir de hoje, estão, teoricamente, sem posto de trabalho”, explicou.

Acisa estima prejuízo de R$ 5 milhões com incêndio que atingiu lojas no centro da capital
Acisa estima prejuízo de R$ 5 milhões com incêndio que atingiu lojas no centro da capital

Ainda segundo Oliveira, cerca de 150 colaboradores foram afetados diretamente com a tragédia. Sobre o prejuízo, o vice-presidente afirmou que só será possível calcular ao certo os valores quando os bombeiros concluírem os trabalhos.

“É uma previsão inicial, acredito que os donos dos comércios estão tão abalados e que ainda não chegaram a fazer essa conta. Com as lojas fechadas, infelizmente, os trabalhadores vão ter que aguardar. A gente espera que haja uma retomada rápida, porque sabemos que nosso comércio não está legal de movimento”, lamentou.

Seguro Oliveira falou ainda que não sabe se os empresários tinham seguro das lojas. Ele relembrou que já aconteceu outra tragédia semelhante próximo do local do incêndio e que os lojistas estarias assegurados e mais tranquilos com o seguro.

“O seguro sempre é um bom negócio, porque em uma área de risco, onde já ocorreram outras situações do mesmo tipo, você está segurado e tem a tranquilidade de que o produto e o prédio, tudo isso se vier a ter um abalo de estrutura, de incêndio. Então, isso é importante. Se os empresários não tiverem esse seguro que possam estar pensando em um próximo momento”, reforçou.

Mutirão para retirar mercadoria
Funcionários e amigos se uniram, nesta sexta (8), em um verdadeiro mutirão para retirar o que se salvou de mercadoria de uma das lojas mais atingidas pelo incêndio. Há dez anos no mercado, a loja de calçados e confecções emprega seis funcionários.

A funcionária Alice Abreu se emocionou ao falar da situação. “Vieram todos os funcionários, os antigos e os novos, reunimos amigos para tentar salvar o que restou da loja e tentar se reerguer. Ainda não fizemos nenhum cálculo, mas, olhando para o estado da loja, foi muito dinheiro perdido aqui”, disse.

Alice contou que a perda maior foi na parte de calçados. “Ao contrário dos nossos vizinhos aí, que tiveram perda total, ainda conseguimos salvar algumas coisas. Viemos na quinta (7) à noite para cá, era muito fogo, os bombeiros arrombaram a porta. Nossa reação foi só assistir, porque não podíamos fazer nada. Hoje de manhã que conseguimos entrar para ver o que dava para salvar”, afirmou.

A voluntária Marize Oliveira disse que o importante é ajudar. “Viemos na quinta (7) à noite mesmo, mas os bombeiros acharam melhor não entrar, porque era perigoso. Aí, nessa manhã, nós viemos às 6h, esperando a liberação para podermos recolher o que sobrou”, falou.

‘Estamos em choque’, diz supervisor de loja
Claudevan Feliciano é supervisor de uma das lojas, segundo ele, ainda não deu para mensurar o tamanho do prejuízo, mas que eles já estão tentando fazer o levantamento.

“Estamos em choque, de momento, não sei precisar, mas foi muito prejuízo, perda total. Por ser uma loja de autoatendimento, os produtos já ficam todos no salão da loja, então, pouquíssima coisa estava em depósito fora da loja. A gente vai deixar acalmar para poder raciocinar e ver as perdas, que foram grandes”, explicou.

Feliciano falou ainda que a loja era nova e tinha sido toda reformada. “Temos que ver os trâmites gerais. Estava tudo bacana, instalação elétrica funcionando. Não temos informação de como começou ou se começou na nossa loja. Vamos esperar o resultado da perícia, ainda estamos checando os pontos do seguro, não posso nem falar se o seguro foi renovado”, acrescentou.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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