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Após encontrar arma, Iapen volta a suspender visitas em pavilhões de presídio no AC

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Após encontrar uma arma de fogo escondida no buraco de um vaso sanitário, dentro de uma cela, o Sistema de Segurança Pública do Acre (Sejusp) voltou a suspender visitas nos pavilhões “L” e “H” do presídio Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco.

A informação foi divulgada pelo Conselho Gestor do Sistema Integrado de Segurança Pública (Consisp). A arma foi encontrada no dia em que as visitas foram liberadas, após a primeira suspensão que começou no dia 28 de junho.

A primeira suspensão, segundo a Segurança, ocorreu depois que interceptações apontaram que os presos planejavam uma fuga ou uma rebelião. O plano estaria em uma carta encontrada no FOC.

Depois deste episódio, as visitas foram liberadas no dia 4 de julho no demais presídios do estado, só continuaram suspensas no FOC e no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro, na capital acreana. Os motivos seriam danos encontrados no interior de algumas celas.

“A FOC retornou ontem [sábado, 13] na parte dos provisórios, e hoje [domingo, 14] nos sentenciados. Só com essa exceção do ‘L’ e do ‘H’, por causa da situação das armas”, disse o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Lucas Gomes.

Ainda de acordo com Gomes, a arma foi encontrada no pavilhão “L”. “Há informação de que haja ainda outras armas, provavelmente dentro do L ou dentro do H. Por isso, por caráter preventivo, a gente resolveu suspender a visita.”

Procedimento

O diretor do Iapen disse que um procedimento foi instaurado para investigar a entrada da arma dentro do complexo penitenciário.

“A gente já abriu um procedimento, para apurar as pessoas que possivelmente estejam envolvidas, inclusive servidores . Então é algo que deve ser prioridade nesta semana, tanto para apuração, como para responsabilização”, conclui.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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