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Após anúncio de contaminação em açaí de Rio Branco, exames dão negativo para doença de chagas

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Dos 4.150 consumidores que fizeram exames, 3.934 deram negativo e outros 218 ainda aguardam análise. Saúde convocou população que consumiu açaí do Mercado Elias Mansour para fazer exame.

Depois de anunciar contaminação no açaí vendido no Mercado Elias Mansour e convocar a população para fazer exame, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco afirmou, nesta quinta-feira (21), que 94,8% dos exames deram negativos. Outros 218 exames ainda estão em análise e devem ser divulgados posteriormente.

Ao todo foram feitos 4.150 exames na população que consumiu o açaí do mercado de Rio Branco entre novembro do ano passado e janeiro deste ano. Desses, 3.934 deram negativos e os demais ainda estão em análise, segundo o secretário Oteniel Almeida.

“Nossa intenção desde o início era resguardar a saúde da população. Garantimos que todas as pessoas que nos procuraram realizaram o exame. Até o momento, nós não tivemos nenhum resultado positivo. Temos ainda 218 exames que estarão sendo concluídos até o final do mês e a gente espera que seja dentro dessa normalidade”, disse Almeida,

Os exames começaram a ser feitos no último dia 4 de fevereiro e se estenderam até o dia 18 de fevereiro no Centro de Apoio e Diagnóstico (CAD), ao lado Laboratório de Saúde do Estado (Lacen), atrás do Teatrão.

“É importante a gente ressaltar à população que a gente seguiu o protocolo do Ministério da Saúde ao identificar o protozoário naquela região do Mercado Elias Mansour. As providências foram tomadas e a nossa atribuição foi cumprida”, afirmou o secretário.

A Saúde orienta ainda que a população que venha a consumir produtos como o açaí, procurem comprar de estabelecimentos que tenham alvará sanitário. Segundo o secretário, o plano emergencial que regulariza os comerciantes que estão na “informalidade” está em fase de conclusão.

“Para que a gente possa garantir que as pessoas que queiram desenvolver a atividade econômica, possam desenvolver com qualidade e garantia que o produto vai chegar com a melhor qualidade na mesa do consumidor final. Nesta sexta [22] vai ser concluída uma proposta normativa para o município de Rio Branco para regulamentar os batedores”, concluiu.

Anúncio de contaminação

A Secretaria de Saúde de Rio Branco convocou, no dia 1º de fevereiro, a população de Rio Branco, que comprou e tomou açaí dos fornecedores do Mercado Elias Mansour, para fazer o exame de diagnóstico para doença de chagas.

A convocação ocorreu após fiscalização nos boxes do mercado, onde as amostras do local deram positivas para a doença.

A prefeitura de Rio Branco, através Vigilância Sanitária, fez inspeção, no final do ano nos mercados Elias Mansour, do Quinze, Ceasa e pontos de comércio popular do Manoel Julião. Nestes pontos foram levantadas as amostras do açaí e foi identificado qual a procedência do processamento.

As amostras foram satisfatórias na maioria dos estabelecimentos, com exceção dos pontos de vendas do mercado Elias Mansour, que fica na área central da cidade. Então, quem tomou açaí desse local entre novembro do ano passado e janeiro desse ano, precisou fazer os exames.

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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

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Simpósios Ciências Ambientais e Agrárias-2026.jpg

O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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