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Após 4 anos de disputa, servidores ganham na Justiça direto a posse de prédio de Santa Casa no AC

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Há quatro anos, os servidores da Santa da Casa de Cruzeiro Sul, interior do Acre, aguardavam o resultado de uma ação trabalhista para receber cinco meses de salários que não foram pagos e os direitos trabalhistas. A unidade, que foi desativada há cinco anos por falta de recursos, tinha sido penhorada em 2015 e, nesta segunda-feira (6), foi entregue definitivamente aos funcionários pela Justiça do Trabalho.
A sentença com autorização para a posse do prédio, que é avaliado em R$ 6 milhões, seja transferido para os funcionários foi entregue por um oficial de justiça na manhã desta segunda (6). Dos 46 servidores com direito a parte do imóvel, dois já morreram, mas os filhos compareceram para assinar o documento.
“Foi um processo muito cheio de perseguição, de muita batalha, nesse período perdemos duas colegas que morreram, mas, as famílias delas vão receber. Agradecemos aos nossos advogados, a Deus, e a todos que se empenharam muito nessa batalha”, disse a técnica em enfermagem Marias das Dores Freitas, que trabalhou na Santa Casa durante 22 anos.
A Santa Casa de Misericórdia de Cruzeiro do Sul foi construída em 1959 pela Maçonaria e funcionava por meio de convênio com o governo do estado. A estrutura física é divida em três pavilhões, sendo que um deles está alugado para uma clínica de hemodiálise e em outra parte funciona uma clínica laboratorial.
Além de toda estrutura da unidade de saúde, os servidores também terão direito aos valores dos alugueis das duas clínicas que estavam sendo depositados em uma conta na Justiça há cinco anos. Cada servidor vai ficar com uma parte equivalente aos valores que teriam que receber de acordo com seu tempo de serviço e o rendimento.
“Ainda vamos formar uma comissão para ver o que vamos fazer. Muitos querem vender para tirar o valor que tem a receber, mas o ideal era que reabríssemos, porque é um patrimônio muito bonito. Se tivesse alguém que nos ajudasse a reerguê-la, era uma boa, mas ninguém se manifestou ainda para nos dá esse apoio”, disse Marias das Dores.

Entenda o caso

Quando os servidores entraram na Justiça, eles afirmaram que muitos deles não tinham carteira assinada e todos estavam sem receber os salários há vários meses, devido ao fechamento do hospital.
Em novembro de 2015 a Justiça do Trabalho determinou que a administração do hospital, que já estava desativado, pagasse os direitos trabalhistas dos funcionários, montante que totalizava R$ 3 milhões. Por isso, o terreno da unidade, construída pela Maçonaria, pode ser penhorado para que os salários e outros valores sejam pagos.
Em 2016, os trabalhadores chegaram a acusar a diretoria de Santa Casa de desvio de verba. Na época, o documento foi protocolado no Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE). Para evitar que o prédio ficasse ainda mais deteriorado, os ex-funcionários também chegaram a fazer um mutirão de limpeza no antigo prédio da unidade de saúde.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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