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ELEIÇÕES 2018

Ao lado de Temer, Meirelles é oficializado candidato do MDB ao Planalto

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Ex-ministro da Fazenda agora trabalha para se desgarrar do presidente e tentar sair do 1%.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles foi oficializado candidato do MDB ao Planalto nesta quinta-feira (2), após conquistar apoio de 85% dos convencionais do partido. Participaram da votação 419 dirigentes da sigla, ou seja, o presidenciável conseguiu pelo menos 356 votos.

Meirelles enfrentava resistência de diretórios do Nordeste, principalmente em Alagoas, com Renan Calheiros, mas conseguiu angariar mais da metade dos votos para ser chancelado o nome da sigla na sucessão presidencial. Renan prometia um discurso duro contra o nome do ex-ministro, mas disse, nos bastidores, que não tinha “plateia” e, por isso, desistiu.

Agora, o candidato inicia sua campanha com o desafio de romper com o isolamento político e se desgarrar da impopularidade de Michel Temer, que o acompanhou durante toda a convenção.

Estacionado há meses com 1% das intenções de voto, Meirelles não fechou nenhuma aliança com outro partido —seu vice deve, inclusive, ser uma mulher do próprio MDB—​ e precisará trabalhar para não se ver abandonado pelos correligionários, assim como aconteceu com Ulysses Guimarães, em 1989, última vez em que o MDB teve candidato à Presidência da República.

Caciques do MDB avaliam que o lançamento de uma candidatura própria no momento em que o partido está sozinho e contaminado pela imagem impopular de Temer servirá para buscar alguma independência, principalmente em relação ao centrão —grupo de cinco partidos que esteve na base do emedebista, porém, declarou apoio a Geraldo Alckmin (PSDB). O objetivo é evitar cair numa espécie de limbo político durante o próximo governo.

Um nome como o do ex-ministro da Fazenda, explicam, mesmo com poucas chances de vitória, não atrapalha a trajetória do partido neste sentido, visto que ele tem uma biografia com poucas brechas para o ataque moral e paga do bolso sua campanha.

Meirelles chegou à convenção do partido em Brasília pouco depois das 11h30, ao lado de Temer, de quem foi chefe da equipe econômica por pouco mais de dois anos. Terá, porém, que manter uma distância segura do padrinho caso queira deslanchar nas pesquisas, já que 92% das pessoas, segundo o Datafolha, dizem que não votariam em um candidato indicado pelo presidente.

O roteiro traçado por Meirelles para tentar vencer esses obstáculos ao mesmo tempo em que tenta se afastar de Temer será colocado oficialmente em prática a partir desta quinta, ao reforçar a ideia de que o presidente não é o tema de sua campanha, mas sim a economia, os programas sociais e a sua biografia, com a qual se apresenta como “resolvedor de problemas”.

O candidato do MDB repetirá daqui pra frente que foi chamado por Temer para assumir o Ministério da Fazenda e tirar o Brasil da crise, mais lembrará com ainda mais entusiasmo da época em que comandou o Banco Central durante os oito anos de governo Lula (PT).

Como revelou a Folha, Meirelles vai lançar pelo menos dois projetos complementares ao Bolsa Família, principal bandeira dos governos do PT, para tentar avançar sobre o espólio de eleitores de Lula caso o ex-presidente seja impedido de concorrer.

As citações ao petista são um dos principais pilares de sua campanha, que tenta surfar nos bons indicadores econômicos daquele período. Sua atuação no Banco Central, porém, não teve relação direta com a criação de emprego e aumento da renda, hoje motes recorrentes de seu discurso como candidato.

O evento desta quinta se inspirou nas convenções americanas, no entanto, em formato mais modesto, com custo em torno de R$ 1,6 milhão. 

Meirelles se posicionou no centro de uma espécie de arena para discursar em pé, com um microfone de mão que o permite se deslocar pelo local diante dos convencionais.

O ex-ministro, que vai pagar a campanha de seu próprio bolso, já disse que está disposto a gastar até o teto de R$ 70 milhões estabelecido pela lei eleitoral para o primeiro turno da campanha presidencial. Parte do custo da convenção também será arcada por ele. Por Marina Dias e Talita Fernandes. Folha SP.

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ACRE

DEPUTADO JOSA DA FARMÁCIA TEM MANDATO CASSADO POR COMPRA DE VOTOS

Folha do Acre, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O deputado estadual pelo Podemos do Acre, Josa da Farmácia, teve o seu mandato cassado por decisão da Justiça Eleitoral. Josa foi reeleito na última eleição com 6.412 votos.

O Tribunal Regional Eleitoral decidiu cassar o mandato do deputado por 4 votos a 2 dos desenbargadores.

Josa da Farmácia é acusado de comprar de votos na eleição de 2018.

Apesar de votarem pela cassação, o TRE do Acre decidiu que não irá fastar o deputado imediatamente, dando assim, prazo para que Josa se defenda das acusações ainda no cargo de deputado.

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ELEIÇÕES 2018

Trabalho de Moro me ajudou a crescer politicamente, diz Bolsonaro

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Indicação de juiz é criticada por petistas, que veem politização da Justiça.

Em entrevista a alguns veículos de imprensa, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) elogiou o trabalho de Sergio Moro como juiz ao falar de sua nomeação como Ministro da Justiça.

“O trabalho dele muito bem feito. Em função do combate à corrupção, da Operação Lava Jato, as questões do mensalão, entre outros, me ajudou a crescer politicamente falando”, disse Bolsonaro.

Moro foi quem assinou a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decisões causaram polêmica como a divulgação da conversa do petista com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e da delação de Antonio Palocci pouco antes da eleição.

“Se eles estão reclamando, é porque fiz a coisa certa”, disse o presidente eleito.

Segundo ele, o economista Paulo Guedes, que assumirá a Fazenda, foi quem fez a ponte com Moro. Bolsonaro afirmou desconhecer em qual momento a sondagem teria sido feita.

“Mas isso daí não tem nada a ver. Se foi umas semanas, um dia antes da eleição, não tem nada  a ver”, disse.

Segundo seu vice, Hamilton Mourão, o convite ocorreu ainda durante a campanha, o que suscitou críticas, por sugerir que a atuação do magistrado tenha sido pautada pela disputa eleitoral.

“Ah, não sei, não sei. Tenho pouco contato com o Mourão, estou aprofundando o contato agora com ele”, respondeu o presidente eleito.

Bolsonaro afirmou ter concordado em dar autonomia a Moro para nomear e conduzir as atividades da pasta. Ele não detalhou como ocorrerá a ampliação do Ministério da Justiça em seu governo. Confirmou a incorporação da pasta de Segurança Pública.

“Uma parte do Coaf [estará] lá também, porque ele [Moro] tem que ter informações. A CGU não iria para lá dessa forma aqui, carece de estudo. Temos que ver se não estamos incorrendo em nenhuma inconstitucionalidade”, disse. 

“Mas parcelas desses órgãos a gente vai ter dentro da Justica para que possa trabalhar com velocidade que essa questão merece.”

Para o presidente eleito, a violência cresce “via crime organizado” e “o caminho para combater isso é seguir o dinheiro e você tem que ter meios para tal. O Ministério da Justiça daria todos os meios para Sergio Moro perseguir esse objetivo”.

Bolsonaro afirmou que não acertou um prazo de trabalho para o juiz no governo ou para vir a indicá-lo ao Supremo Tribunal Federal. 

“Não ficou combinado, mas o coração meu lá na frente… ele tendo um bom sucessor, isso está aberto para ele”, disse.

“A decisão dele é difícil, vai abrir mão da carreira, tem 22 anos de serviço, para enfrentar um desafio. Chamo ele de soldado, que está indo para a guerra sem medo de morrer. Vai ter muito mais poderes do que estando à frente da Vara da Justiça Federal em Curitiba

Bolsonaro disse que se um membro de seu governo for investigado ou denunciado, “vai pro pau, pô. Não tem essa história, não. Quem for por ventura denunciado, vai responder”.

​O presidente eleito foi questionado sobre a sua relação com a imprensa e o motivo de ter dado a entrevista apenas para emissoras de televisão, sem incluir jornais.

“A imprensa está muito diversificada, eu cheguei aqui graças às mídias sociais. Quem vai fazer a seleção de qual imprensa vai sobreviver ou não é a própria população”, respondeu. “A imprensa que não entrega a verdade vai ficar para trás.”

Segundo ele, a exclusão de veículos se deu por conta de “espaço físico, não mandei restringir ninguém, não”.

Folha SP

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