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Alimentos arrecadados em processo seletivo para estagiários do TJAC beneficiam 17 entidades filantrópicas da capital
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Entrega das 8,6 toneladas de alimentos aconteceu na manhã desta quinta-feira, 1º, na sede do Poder Judiciário Acreano.
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) realizou a entrega das 8,6 toneladas de alimentos a 17 entidades filantrópicas, nesta quinta-feira. 1°. Os mantimentos foram arrecadados durante a confirmação de inscrição do último processo seletivo para estagiários deflagrado pela instituição.
Durante o ato de entrega, a desembargadora-presidente do Tribunal de Justiça, Denise Bonfim, ressaltou que a ação representa o papel social do Poder Judiciário acreano. “Essa contribuição vai beneficiar entidades que trabalham em prol dos menos favorecidos e segmentos que necessitam ser tocados pela nossa solidariedade”, enfatizou.
O vice-presidente do TJAC, desembargador Francisco Djalma, destacou a sensibilidade do Tribunal às demandas sociais e a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Waldirene Cordeiro, salientou que a instituição organizou os procedimentos de cadastro e seleção, para que fossem analisados a regularidade e o caráter do trabalho desenvolvido pelas entidades beneficiadas.
Um exemplo é a Associação de Mulheres Um Passo para Libertação, que semanalmente entrega sopa na região da Baixada do Sol, em Rio Branco. Raimunda da Silva, liderança do bairro Plácido de Castro, relatou que, atualmente, 652 pessoas são atendidas pela organização. “Nós temos contato com um público muito carente, então estamos sempre nos preocupando em buscar ajuda e dar continuidade na nossa missão”.
Da mesma forma, a gerente da Central de Articulação de Entidades de Saúde (Cades), Vanessa Costa, compartilhou que esse é um momento de alegria para todos os beneficiados, “porque as entidades representam diferentes comunidades, como dependentes químicos, crianças, idosos, pessoas com deficiência e todos eles serão alcançados por essa boa ação”. Pelo Cades, os alimentos serão utilizados em casas de passagem, que atende pacientes que estão em tratamento fora de domicílio (TFD).
O presidente do conselho do Lar dos Vicentinos, Cláudio Roberto, disse que há 57 idosos acolhidos na unidade, sendo 14 mulheres e 43 homens. As doações são primordiais para a manutenção do abrigo, “por isso o apoio que estamos recebendo hoje estende a mão para um grupo em vulnerabilidade. Somos muito gratos”.
No ato de assinatura do Termo de Entrega, o representante da Associação de Pacientes Renais, Crônicos e Transplantados do Acre agradeceu à Administração do TJAC pela quase meia tonelada recebida. Esse montante será dividido e repassado diretamente para pessoas em tratamento, que estão vivendo dificuldades econômicas.
“Nós realizamos um levantamento entre os associados e o objetivo é entregar sacolão para pessoas que precisam de auxílio. Os pacientes renais lutam para sobreviver e muitos vêm de municípios, batalham com seu tratamento e agora terão mais força para continuar”, disse Vanderli Ferreira. Estão cadastrados na associação 246 pacientes e 89 transplantados de rins.
| Instituições contempladas |
| 1- Associação Cristã Alfa (Acalfa) 2- Centro de Apoio às Pessoas com Deficiência do Acre 3- Associação de Pacientes Renais, Crônicos e Transplantados 4- Lar dos Vicentinos 5- Fazenda Esperança São Peregrino – Obra Social Nossa Senhora da Glória 6- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) 7- Associação de Arte em Movimento do Idoso de Rio Branco 8- Associação Beneficente Caminho de Luz 9- Central de Articulação de Entidades de Saúde 10- Associação Amigos do Peito 11- Desafio Jovem Peniel 12- Programa Recriança 13- Educandário Santa Margarida 14- Associação dos Amigos 15- Projeto Acolher 16- Associação de Mulheres um Passo para Libertação 17- Centro Espírita Amor e Caridade |
Gecom TJAC
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário








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