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POLÍTICA

Alckmin diz que Temer não será candidato

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‘Agora que você não tem o titular candidato, todo mundo acha que é a sua vez’, afirmou o tucano.

Em palestra a alunos do Insper, nesta quinta-feira (17), o pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que o presidente Michel Temer (MDB) não tentará se reeleger.

O tucano disse que a multiplicidade de candidaturas nesta eleição se deve também ao fato de o titular não ser candidato. 

“Sempre o incumbente é o favorito”, disse. “Até a Dilma foi reeleita, você vê que vantagem impressionante [que é disputar já no cargo]”, disse, para risos da plateia.

“Quando o titular é candidato, ninguém quer desafiá-lo. Agora que você não tem o titular candidato, todo mundo acha que é a sua vez, ‘tenho chance’”, afirmou o tucano.

O presidente disse nesta quinta que ainda está refletindo se disputará, mas o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) se movimenta para viabilizar sua própria candidatura.

Sua vantagem é que ele está disposto a arcar com a campanha, liberando os recursos partidários para outros candidatos. Com isso Meirelles recolhe simpatia de deputados federais do MDB.

A fala de Alckmin vem em momento de novo afastamento entre ele e Temer, depois de um ensaio de aproximação. Há alguns dias, os dois se falaram por telefone e ficaram de conversar pessoalmente, mas Temer reclamou da forma como ele foi citado por tucanos ligados a Alckmin.

O ex-governador de São Paulo, que patina nas pesquisas de intenção de voto e teve a rejeição ampliada, segundo levantamento da CNT, pediu aos estudantes que não se impressionem com isso. Argumentou que a população não está ainda antenada nas eleições.

“Posso errar, mas tenho convicção de que vamos estar no segundo turno”, disse.

Questionado por jornalistas ao final da palestra, Alckmin disse que Temer não foi eleito, “então é claro que tem mais dificuldade. Tanto é que o doutor Meirelles é que está mais candidato e tal”.

O tucano disse que Temer “até pode ser” candidato.

Sobre a inclusão de João Doria em pesquisas de intenção de voto para presidente, Alckmin disse que “não tem nenhuma preocupação”. Por Thais Bilenky.

OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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POLÍTICA

Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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