ACRE
Ala psiquiátrica de presídio no Acre tem quase 30 internos e está superlotada, aponta Iapen
PUBLICADO
7 anos atrásem
Na ala, são feitas atividades terapêuticas e os internos são acompanhados por profissionais. Unidade foi inaugurada em 2016.
O Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco, atualmente está superlotada acomodando 26 internos na ala de saúde mental, que trata de presos com dois perfis: os que apresentam transtorno mental e cometem crimes e aqueles que cumprem pena e, quem em virtude do uso abusivo de drogas, acabam desenvolvendo alguns transtornos.
Atualmente, o número de presos nesta ala está acima do que unidade comporta. Ao ser inaugurado há 3 anos, o local tinha vagas para apenas 16 presos. Hoje, cada alojamento acomoda de 4 a 5 internos, segundo o Iapen.
O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) explica que os que têm transtorno e cometem crime não são considerados presos e sim pessoas que receberam uma medida de segurança em regime de internação.
A pessoa recebe a medida de segurança em regime de internação deve ser reavaliada através de exame de cessação de periculosidade e sanidade mental, feitos anualmente por peritos do Instituto Médico Legal (IML).
“Nesta avaliação pode ser convertida em modelo ambulatorial. Assim, o entregamos à família e orientamos em relação à continuidade do tratamento junto à rede externa. Na ala, trabalhamos com atividades em grupo, individual, recreativa e médica”, explica a psicóloga responsável pela ala, Samara Danzicourt´.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/A/B/jr1sVxRZSAsltmEIgUbw/whatsapp-image-2019-03-18-at-17.02.31-1-.jpeg)
Na ala, são feitas atividades terapêuticas e os internos são acompanhados por profissionais — Foto: Divulgação/Iapen
Apenas Rio Branco tem ala psiquiátrica
Apenas o presídio em Rio Branco possui uma ala com esse tipo de atendimento. De acordo com o Iapen, dos 26 internos atualmente na unidade, três são do interior do estado.
Os presos que recebem medida de segurança podem ser enquadrados no regime de internação ou ambulatorial.
A internação é apenas em casos que o interno oferece risco a si próprio ou a terceiros. O correto, segundo o Iapen, seria que essa pessoa fosse internada em um hospital até estabilizar o quadro e daí ser encaminhada ao modelo ambulatorial, sendo acompanhado pela rede de atenção à saúde mental, CAPS [Centros de Atenção Psicossocial], e família.
Porém, como não ocorre, muitas vezes esse preso pode ter a medida de segurança convertida em modelo ambulatorial, onde fica com a família e recebe o atendimento de saúde dessa rede externa.
“A pessoa com transtorno mental necessita ser acompanhada por uma equipe com psicólogos, médicos e terapeutas. Recebendo o tratamento adequado, ela tem condições de conviver em sociedade perfeitamente”, destaca a psicóloga.
É importante destacar que os presos dessa ala não têm contato com os demais detentos do sistema carcerário da unidade em Rio Branco.
Ala tem 3 anos
A ala voltada para presos com problemas de saúde mental foi inaugurada em 18 de março de 2016. O local tem 320 metros quadrados e oito celas e que poderia atender até 16 detentos. Na época, o Estado colocou a medida como um avanço no sistema prisional, visto que é a única ala desse tipo no estado.
Dados do sistema prisional no Acre
Dados do Iapen apontam que há 7.915 presos em todo o estado. Desse número, 2.552 são provisórios. O deficit de vagas é de 1.877 vagas, mas o Iapen alega que 400 vagas estão em construção. Desse total, 1,4 mil presos trabalham e 180 presos terminaram os estudos no ano passado.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/03/19/foto_1.jpg)
Unidade tem oito celas e comporta 16 detentos e foi inaugurada em 2016 — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Relacionado
ACRE
VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
PUBLICADO
4 dias atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
Relacionado
ACRE
Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
Economia e Negócios4 dias agoSambaex apresenta plano estratégico no Brasil e projeta crescimento com foco em inovação e responsabilidade social até 2028
Oportunidade3 dias agoBolsa americana: BNED dispara mais de 5% e reacende interesse do mercado após rompimento técnico relevante
DINHEIRO4 dias agoBarnes & Noble Education (BNED) avança na transformação do ensino superior e reacende o interesse do mercado
ACRE4 dias agoVÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli