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Acreana Marina Silva recebe um ‘não’ do ator Marcos Palmeira
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8 anos atrásem
Cotado para vice de Marina Silva, Marcos Palmeira diz que ‘não é o momento’.
Ator, que é filiado à Rede, afirma que pode contribuir mais com a campanha do lado de fora.
Na foto de capa, Marina Silva em evento na campanha de 2014 com o ator Marcos Palmeira, apoiador dela e cotado para vice em 2018 – Daniel Marenco – 18.set.2014/Folhapress.
O ator Marcos Palmeira diz que até parou e refletiu: “Será que é hora? De repente…”. Mas concluiu que “não é o momento” para ser vice da presidenciável Marina Silva (Rede), possibilidade que passou a ser considerada pela equipe de campanha da ex-senadora nos últimos dias.
“Me deixou super-honrado ver que eles conseguem me enxergar nessa posição, mas não é o momento. Estou apoiando Marina, mas não tenho pretensão de ocupar cargo”, afirma ele à Folha.
A pré-candidata está em busca de um companheiro de chapa, fora ou dentro de seu partido. Ela conversa com outras legendas para tentar formar uma coligação, mas, diante da indefinição, vem falando em empregar solução caseira. Palmeira é filiado à Rede e apoiou Marina nas eleições de 2010 e de 2014.
Como a Folha publicou na sexta-feira (27), o ator é um dos cotados para a função por agradar à base do partido, segundo Pedro Ivo Batista, um dos porta-vozes nacionais da sigla e principal articulador político da presidenciável.
“Hoje não me vejo numa situação dessa”, segue Palmeira. “Acho que tem pessoas muito mais capacitadas.” Ligado à causa ambiental e também produtor de alimentos orgânicos, ele diz que pode contribuir mais com a candidatura estando de fora.
O ator vê Eduardo Bandeira de Mello como “um cara interessante” para o posto —presidente do Flamengo e filiado à Rede, ele é apontado hoje internamente como outro candidato forte a vice.
Caso se concretize a aliança do partido com o PV, possibilidade que ganhou força no fim de semana, “Eduardo Jorge seria incrível e teria muito a colaborar”, avalia Palmeira.
Jorge, que enfrentou Marina no pleito de 2014, defende no PV a aliança com a presidenciável. A Rede ofereceu à legenda a vaga de vice, mas ainda não houve resposta ao convite.
A dificuldade de Marina para fechar coligações, na opinião de Palmeira, é fruto da proposta diferente que sua legenda encampa.
“Falam que, se ela não compuser, ela não vai governar. Mas o PT compôs com todo mundo e não conseguiu governar. Michel Temer foi a mesma coisa”, afirma.
“Se for para se coligar com todo mundo, ela vai ganhar perdendo. Se ela fizer uma aliança com a sociedade, aí sim ela vai ganhar ganhando”, continua o ator, ecoando o discurso da presidenciável.
Sem contrato fixo com a TV Globo no momento, Palmeira está liberado para aparecer em propagandas da candidata. Ele diz que quer participar de anúncios, ir a eventos e subir no palanque de Marina.
Para ele, a ex-senadora “é a candidata que sofre o maior preconceito entre os candidatos. É a mais falada e a menos ouvida”.
A vitória dela, diz o ator, representaria uma quebra da polarização e um avanço para a luta contra a corrupção. “Ela está só pedindo quatro anos de abstinência dos outros partidos.” Por Joelmir Tavares. Folha SP.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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23 horas atrásem
10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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Ações de projeto da Ufac previnem violência sexual contra crianças — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026O projeto de extensão Infância Segura: Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Ufac, realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Flaviano Flavio Batista, marcou oficialmente a realização de suas ações no local com a solenidade de descerramento de uma placa-selo, ocorrida na sexta-feira, 6.
O objetivo do projeto é promover a proteção integral da infância por meio de ações educativas, formativas e preventivas junto a escolas, famílias e comunidades. O evento contou com a presença do pró-reitor de Extensão e Cultura em exercício, Francisco Gilvan Martins do Nascimento, professores da escola e uma manhã de recreação com os estudantes.
Entre setembro e dezembro de 2024, o projeto, coordenado pela professora Alcione Maria Groff, desenvolveu sua experiência-piloto na escola, com resultados positivos. A partir disso, recebeu apoio do senador Sérgio Peteção (PSD-AC), que abraçou a causa e garantiu recursos para que mais cinco escolas de Rio Branco sejam contempladas com ações do Infância Segura.
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