NOSSAS REDES

ACRE

Acre, Roraima e Tocantins tem menor índice de feridos por fogos de artifício

PUBLICADO

em

BA, SP e MG lideram ranking de feridos por fogos de artifício.

No estado nordestino, entre 22 e 25 de junho deste ano, foram 75 vítimas de queimaduras.

O administrador de redes de informática, Fábio Magalhães, 35 anos, já se queimou, pelo menos, oito vezes no São João. Os acidentes ocorreram durante a tradicional guerra de espadas em Cruz das Almas, na Bahia.

No festejo, diferentes grupos entram em disputa e disparam canudos cheios de pólvora pelas ruas da cidade. Mesmo após as queimaduras, Fábio não abandona a tradição. 

Guerra de espadas, em Barra do São Francisco, na Bahia; estado lidera ranking de feridos – Andre Muzell- 31.mai.2017/AGENCIARAW

O costume de soltar fogos de artifício sem o devido cuidado já levou mais de 5.063 mil pessoas a serem hospitalizadas entre 2008 e 2017,  no Brasil.  E são justamente os festejos juninos (que em algumas cidades se estendem até julho) que fazem dobrar as internações por acidentes desse tipo. 

Os números acima são do levantamento elaborado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), em parceria com as Sociedades Brasileiras de Cirurgia da Mão e de Ortopedia e Traumatologia. 

É a primeira vez que as entidades analisam esses tipos de dados referentes a um período de dez anos. Segundo dados do Sistema de Informação Hospitalar do governo federal, a Bahia lidera o ranking em quase todos os anos, com o total de 1037 casos.

Ao longo da última década, 20% das internações ocorreram em municípios baianos. “A liderança da Bahia se justifica pela maior tradição de festejar o São João do que em os outros estados. É a festa mais comemorada por aqui, mais que o Carnaval”, diz o médico baiano Jecé Brandão, do CFM. 

Na sequência aparece o estado de São Paulo, com 962 casos (19%) e uma população de 45,34 milhões, três vezes maior que a da Bahia. Em terceiro está Minas Gerais, com população de 21,1 milhões de pessoas e onde foram registradas 701 internações hospitalares (14%). 

Minas também é o maior produtor de fogos de artifício do Brasil. Somente o município de Santo Antônio do Monte é responsável por 96% dos artefatos usados no país.

Segundo o CFM, a forte tradição dos festejos juninos em São Paulo e Minas Gerais aliada ao tamanho da população e ao poder aquisitivo justificam a posição desses estados nas três primeiras posições do ranking de internações, atrás da Bahia. 

Juntas, representam mais da metade de todos os casos registrados no período (53%). Entre os estados com menor número de notificações estão Roraima (17), além de Tocantins e Acre —ambos com 14.
Junho costuma ter, em média, o dobro das internações em hospitais brasileiros por fogos de artifício.

Queima de fogos de artifício na avenida Paulista, em São Paulo, para comemorar a chegada do Ano Novo – Zanone Fraissat – 1º.jan.12/Folhapress

“É preciso ter cautela no manuseio desses fogos, sobretudo promovendo ações de proteção às crianças”, analisa o presidente do CFM Carlos Vital.

Além de óbitos, o uso de fogos pode provocar queimaduras, lesões que rasgam e cortam a pele, amputações de membros, danos na córnea, perda da visão e também lesões auditivas.

Na Bahia, só entre os dias 22 e 25 de junho deste ano, 75 vítimas de queimaduras por fogos e explosão de bombas foram atendidas em oito hospitais da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. 

O Hospital Geral do Estado, referência no atendimento a queimados em Salvador, atendeu 43 pacientes, sendo 11 vítimas de queimaduras por fogos e outras 32 por explosão de bomba usadas em festas juninas. Por Rodrigo Eneses.

Resultado de imagem para fogos acre

Queima de fotos. Gameleira. Centro de Rio Branco – Acre.

ACRE

Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS