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Acre é o estado com maior taxa de aprisionamento do país, mostra Monitor da Violência
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7 anos atrásem
Com uma população carcerária de 7.915 detentos, segundo os números mais recentes do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), o Acre aparece no Monitor da Violência como o estado que possui a maior taxa de aprisionamento do Brasil: 897 presos por cada 100 mil habitantes, proporcionalmente, o maior número de presos do que qualquer outro estado brasileiro. O número supera todos os 222 países que integram a lista, onde os Estados Unidos, que é o primeiro colocado, aparece com 655 presos a cada 100 mil pessoas.
Os números foram apresentados em recente evento que debateu os problemas do Acre e do Brasil, pela ouvidora da Defensoria Pública do Acre, Solene Oliveira. Ela destacou o trabalho do núcleo criminal do órgão, coordenado pelo defensor público, Cássio Holanda, onde também atua o defensor Luis Gustavo Medeiros.
Segundo ele, são atendidos uma média de 30 assistidos por dia na sede da Defensoria e uma média de 20 por semana na penitenciária Francisco de Oliveira Conde. “Os atendimentos são geralmente relacionados a direitos mínimos dos presos, como atendimento médico , trabalho interno e eventuais benefícios de progressão de regime.”, explicou.
Com uma população de 769.265 pessoas, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e 7.915 presos, o Acre tem pouco mais de 1% de seus habitantes encarcerados, proporcionalmente falando é o estado com a maior população carcerária do Brasil. Cerca de 70% são jovens, de 18 a 29 anos.
A taxa de aprisionamento no Acre, supera em muito o segundo estado colocado, que é o Espírito Santo com 580 presos para cada 100 mil habitantes. A Bahia aparece com a menor taxa do país, 105 presos a cada 100 mil habitantes.
O estudo foi feito Institute for Criminal Policy Research, da Universidade de Londres e a base de dados mais atualizada da “World Prison Brief”, foi divulgada no final do mês de maio.
Os números mostram que o Brasil é um dos países que mais prendem no mundo. São 704.395 presos hoje, o que, de acordo com o estudo, equivale a 335 encarcerados a cada 100 mil habitantes. O índice coloca o país na 26ª colocação na lista geral dos 222 países estudados.
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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre
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11 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.
Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.
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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
10 de setembro de 2026Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.
A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.
Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.
Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.
A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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publicado:
09/09/2026 10h59,
última modificação:
09/09/2026 11h03
As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do 5º Simeco.