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Ação da OAB no interior do Acre oferece mil testes de Covid-19 por R$ 80
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6 anos atrásem
Cerca de 250 pessoas já se inscreveram para fazer exame neste sábado (10) no estacionamento do Náuas. Laboratórios particulares no Acre cobram até R$ 450 por teste.
CAPA: Ação da OAB no interior do Acre oferece mil testes de Covid-19 por R$ 80 — Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz.
Com mais de 2,2 mil casos confirmados de Covid-19, a cidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, vai receber uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Acre (OAB-AC) para testagem na população. Ao todo, estão sendo oferecidos mil exames pelo valor unitário de R$ 80.
O exame é feito por meio da coleta de sangue para detecção de IgG, que aponta a produção de anticorpos contra a doença. Ou seja, com esse exame é possível saber se a pessoa já foi infectada pelo vírus e produziu anticorpos.
Um levantamento feito pelo G1 em abril mostrou que os exames de Covid-19 nos laboratórios particulares do Acre custam entre R$ 380 a R$ 450. Os testes começaram a ser feitos nos laboratórios particulares no dia 17 de abril.
Já os testes rápidos, que desde abril também passaram a ser vendidos nas farmácias e drogarias de todo país, custam em média R$ 200. A liberação da venda nesses estabelecimentos foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Público-alvo
A representante da OAB em Cruzeiro do Sul, Núbia Sales, informou que inicialmente os testes tinham como foco os advogados e seus familiares, além de servidores públicos. Porém, o público foi ampliado e toda a população que tiver interesse em fazer o exame pode fazer sua inscrição pelo site da OAB.
A testagem em massa ocorre neste sábado (11), das 8h às 14h, no estacionamento do Náuas. Quem não se inscreveu pela internet também pode ir diretamente ao local de coleta e fazer o pagamento do exame. O resultado deve ser entregue na próxima quarta-feira (15) por meio do site da empresa responsável pelos testes.
“Esses testes são resultado de uma parceria da OAB, por meio da Caixa de Assistência dos Advogados e Comissão do Direito Médico, com um laboratório de Porto Velho. É um valor bastante acessível e esse teste é diferente dos que são feitos em outros laboratórios. Geralmente, os exames vêm dizendo o IgG e o IgM, e esse só vai dizer o IgG, ou seja, se você já pegou o vírus ou não”, afirmou a advogada.
Do total de mil testes disponíveis para serem feitos em Cruzeiro do Sul, somente 250 pessoas já adquiriram a senha para fazer o exame neste sábado.
Em Rio Branco, a mesma ação de testagem em massa promovida pela OAB realizou 600 testes no último dia 28 de junho. A ordem disse que não é possível informar quantos testes deram positivo, já que os resultados são entregues de forma particular diretamente pela empresa ao paciente. Mas, os casos são repassado à Secretaria de Saúde (Sesacre) e contabilizados no total oficial.
Falta de testes rápidos
Desde o final do mês de maio, a cidade de Cruzeiro do Sul vem enfrentando a falta de testes rápidos para Covid-19, logo quando os casos da doença dispararam na cidade.
Em junho, quando o município estava em primeiro lugar no ranking de contaminação pela Covid-19, o prefeito Ilderlei Cordeiro afirmou que estavam sem testes rápidos e que a responsabilidade pelo fornecimento era do Estado.
Ele chegou a informar que tinha comprado até então 2,5 mil testes, mas que tinham acabado e que estava dando prioridade para compra de medicamentos para o tratamento dos pacientes. O G1 não conseguiu contato com o prefeito nesta sexta-feira (10) para saber se houve aquisição de novos testes.
A testagem em massa ocorre neste sábado (11), das 8h às 14h, no estacionamento do Náuas. Quem não se inscreveu pela internet também pode ir diretamente ao local de coleta e fazer o pagamento do exame. O resultado deve ser entregue na próxima quarta-feira (15) por meio do site da empresa responsável pelos testes.
“Esses testes são resultado de uma parceria da OAB, por meio da Caixa de Assistência dos Advogados e Comissão do Direito Médico, com um laboratório de Porto Velho. É um valor bastante acessível e esse teste é diferente dos que são feitos em outros laboratórios. Geralmente, os exames vêm dizendo o IgG e o IgM, e esse só vai dizer o IgG, ou seja, se você já pegou o vírus ou não”, afirmou a advogada.
Do total de mil testes disponíveis para serem feitos em Cruzeiro do Sul, somente 250 pessoas já adquiriram a senha para fazer o exame neste sábado.
Em Rio Branco, a mesma ação de testagem em massa promovida pela OAB realizou 600 testes no último dia 28 de junho. A ordem disse que não é possível informar quantos testes deram positivo, já que os resultados são entregues de forma particular diretamente pela empresa ao paciente. Mas, os casos são repassado à Secretaria de Saúde (Sesacre) e contabilizados no total oficial.
Falta de testes rápidos
Desde o final do mês de maio, a cidade de Cruzeiro do Sul vem enfrentando a falta de testes rápidos para Covid-19, logo quando os casos da doença dispararam na cidade.
Em junho, quando o município estava em primeiro lugar no ranking de contaminação pela Covid-19, o prefeito Ilderlei Cordeiro afirmou que estavam sem testes rápidos e que a responsabilidade pelo fornecimento era do Estado.
Ele chegou a informar que tinha comprado até então 2,5 mil testes, mas que tinham acabado e que estava dando prioridade para compra de medicamentos para o tratamento dos pacientes. O G1 não conseguiu contato com o prefeito nesta sexta-feira (10) para saber se houve aquisição de novos testes.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário